Interlocutores: são as pessoas que participam do processo de
interação por meio da linguagem.
Código: é um conjunto de sinais convencionados socialmente
para a construção e transmissão de mensagens. Exemplo: a língua portuguesa. A
língua portuguesa é um código verbal.
Língua: é um conjunto formado por signos (palavras) e leis
combinatórias por meio do qual as pessoas se comunicam e interagem entre
si.
- Aumento segunda-feira na tem novo próxima gasolina.
- Gasolina tem novo amento na próxima segunda feira.
Variedades lingüísticas: são as variações que uma língua apresenta, de acordo
com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
Variedade padrão, língua
padrão ou norma culta: é a variedade
lingüística de maior prestígio social.
Variedades não padrão ou
língua não padrão: são todas as
variedades lingüísticas diferentes da padrão.
Linguagem coloquial: é linguagem popular.
Dialetos: variedades originadas das diferenças de região ou
território, de idade, de sexo, de classes ou grupos sociais e da própria
evolução histórica da língua.
Registros: ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente
na situação: modo de expressão (oral ou escrito); sintonia entre os
interlocutores: graus de cortesia; etc.
Diferenças entre a fala e a escrita:
Variações:
Classificam-se em virtude das diferenças entre as regiões no que tange ao modo de falar, sendo que tais diferenças podem se dar tanto em relação à semântica (relativa ao significado que as palavra apresentam), quanto à sintaxe.
No que se refere ao vocabulário, um bom exemplo é a palavra “mexerica”, que em algumas regiões é conhecida como “bergamota” e em outras como “tangerina”.
No que tange ao aspecto da sintaxe, notamos que é grande a recorrência de alguns termos sintáticos, como, por exemplo: “vou não”, em vez de “não vou”, “é não”, em vez de “não é”, entre outros casos.
Variações diastráticas
Consideram-se variações diastráticas aquelas variações que se referem aos grupos sociais, cujos fatores, relacionados à faixa etária, profissão, estrato social, entre outros, imperam de forma preponderante. Como exemplo podemos citar a linguagem dos grupos de rap, dos surfistas, a linguagem da classe médica, e até mesmo a linguagem dos mais velhos e das crianças.
Variações diafásicas
Tais variações estão relacionadas ao contexto comunicativo de forma geral, ou seja, a situação exigirá o uso de um modo de falar distinto. Como exemplo disso citamos um bate-papo informal e um discurso proferido em um evento solene, por exemplo. Outro exemplo é a redação de um texto escrito e uma conversa proferida no dia a dia.
Gíria:
É uma das variantes que uma
língua pode apresentar. Quase sempre é criada por um grupo social.
Jargão:
Jargão é o modo de falar
específico de um grupo, geralmente ligado à profissão. Jargão é o linguajar próprio de um grupo profissional; gírias
usadas por pessoas de uma determinada área profissional.
Justiça Gratuita
Nei Lopes
Felicidade passou no vestibularE agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)
Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)
Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil
Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!)
Felicidade passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)
Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)
Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil
Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!
Tai minha procuração
E o documento que atesta minha humilde condição!
Requeira prontamente meu divórcio e uma pensão!
Se ela não pagar vai cantar samba na prisão...)






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