sábado, 20 de julho de 2013

Português - Variação regional, variação social e registros de usos (parte 2):



Interlocutores: são as pessoas que participam do processo de interação por meio da linguagem.

Código: é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a construção e transmissão de mensagens. Exemplo: a língua portuguesa. A língua portuguesa é um código verbal.

Língua: é um conjunto formado por signos (palavras) e leis combinatórias por meio do qual as pessoas se comunicam e interagem entre si. 

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  • Gasolina tem novo amento na próxima segunda feira.

Variedades lingüísticas: são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. 






Variedade padrão, língua padrão ou norma culta: é a variedade lingüística de maior prestígio social.

Variedades não padrão ou língua não padrão: são todas as variedades lingüísticas diferentes da padrão.

Linguagem coloquial: é linguagem popular.
 






Dialetos: variedades originadas das diferenças de região ou território, de idade, de sexo, de classes ou grupos sociais e da própria evolução histórica da língua.





Registros: ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação: modo de expressão (oral ou escrito); sintonia entre os interlocutores: graus de cortesia; etc.

Diferenças entre a fala e a escrita:
 






 Variações:

Variações diatópicas

Classificam-se em virtude das diferenças entre as regiões no que tange ao modo de falar, sendo que tais diferenças podem se dar tanto em relação à semântica (relativa ao significado que as palavra apresentam), quanto à sintaxe.
No que se refere ao vocabulário, um bom exemplo é a palavra “mexerica”, que em algumas regiões é conhecida como “bergamota” e em outras como “tangerina”.
No que tange ao aspecto da sintaxe, notamos que é grande a recorrência de alguns termos sintáticos, como, por exemplo: “vou não”, em vez de “não vou”, “é não”, em vez de “não é”, entre outros casos.

Variações diastráticas

Consideram-se variações diastráticas aquelas variações que se referem aos grupos sociais, cujos fatores, relacionados à faixa etária, profissão, estrato social, entre outros, imperam de forma preponderante. Como exemplo podemos citar a linguagem dos grupos de rap, dos surfistas, a linguagem da classe médica, e até mesmo a linguagem dos mais velhos e das crianças.

Variações diafásicas

Tais variações estão relacionadas ao contexto comunicativo de forma geral, ou seja, a situação exigirá o uso de um modo de falar distinto. Como exemplo disso citamos um bate-papo informal e um discurso proferido em um evento solene, por exemplo. Outro exemplo é a redação de um texto escrito e uma conversa proferida no dia a dia.

Gíria:

É uma das variantes que uma língua pode apresentar. Quase sempre é criada por um grupo social. 



Jargão:

Jargão é o modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão. Jargão é o linguajar próprio de um grupo profissional; gírias usadas por pessoas de uma determinada área profissional.
 

Justiça Gratuita

Nei Lopes

Felicidade passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)
Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)

Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil

Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!)

Felicidade passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)

Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)

Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil

Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!
Tai minha procuração
E o documento que atesta minha humilde condição!
Requeira prontamente meu divórcio e uma pensão!
Se ela não pagar vai cantar samba na prisão...)






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