Reforma
Ortográfica
- O alfabeto
O Acordo inseriu mais três letras no nosso alfabeto.
Ao invés de 23 letras, agora o alfabeto conta com 26, com a incorporação do K,
W e o Y.
• Nomes próprios de pessoas e seus derivados;
Exemplos: Franklin, frankliniano; Kant, kantistno; Darwin, darwinismo; Wagner,wagneriano, Byron, byroniano; Taylor, taylorista;
• Nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados;
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev.
• Símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidades de medida internacionais;
Exemplos: km (quilômetro), KLM (companhia aérea), K (potássio), W (watt), Kg (quilograma), www (sigla de world wide web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores).
• Palavras estrangeiras incorporadas à língua
Exemplos: Show, playboy, sexy, playground, windsurf, download, kung fu, yin, yang, megabyte.
·
Trema
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ANTES
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AGORA
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Cinqüenta
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Cinquenta
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Delinqüente
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Delinquente
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Eloqüente
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Eloquente
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Ensangüentado
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Ensanguentado
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Eqüestre
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Equestre
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Freqüente
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Frequente
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Lingüeta
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Lingueta
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Lingüiça
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Linguiça
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Qüinqüênio
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Quinquênio
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Sagüi
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Sagui
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Seqüência
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Sequência
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Seqüestro
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Sequestro
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Tranqüilo
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Tranquilo
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Nomes próprios de origem estrangeira e nos seus derivados.
Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano.
·
Acento agudo
Não se usa mais os acentos:
1. Ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (com acento tônico na penúltima sílaba).
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ANTES
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AGORA
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alcalóide
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alcaloide
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alcatéia
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alcateia
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andróide
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androide
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apóia (verbo apoiar)
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apoia
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apóio (verbo apoiar)
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apoio
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asteróide
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asteroide
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bóia
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boia
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Coréia
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Coreia
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celulóide
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celuloide
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clarabóia
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claraboia
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colméia
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colmeia
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estréia
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estreia
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Européia
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Europeia
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heróico
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heroico
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idéia
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ideia
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jibóia
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jiboia
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jóia
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joia
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paranóia
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paranoia
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platéia
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platéia
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Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. No “i” e no “u” tônicos das palavras paroxítonas quando vierem depois de um ditongo.
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ANTES
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AGORA
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baiúca
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baiuca
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bocaiúva
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bocaiuva
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cauíla
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cauila
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feiúra
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feiura
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tuiúca
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tuiuca
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Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. No “u” tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
4. Nas formas verbais terminadas em guar, quar e quir, quando forem pronunciadas com “u” tônico.
Exemplo:verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
Já se os verbos terminadas em guar, quar e quir forem pronunciados com o “a” ou “i” tônicos é necessário utilizar a acentuação.
Exemplo:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
·
Acento diferencial
Deixam de acentuadas palavras como:
- pára (do verbo parar)/para (preposição);
- pêra (substantivo)/pera (preposição)
- péla (verbo pelar)/ pela (junção de preposição e artigo)
- pêlo (substantivo/pelo (do verbo pelar)
- pólo (substantivo)/polo (junção de por e lo)
Exemplos:
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ANTES
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AGORA
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As crianças gostam de jogar pólo.
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As crianças gostam de jogar pólo.
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A moça pára o taxi.
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A moça para o taxi.
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Ela quis uma pêra no lanche.
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Ela quis uma pera no lanche.
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Fomos ao pólo Norte.
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Fomos ao polo Norte.
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O gato tem pêlos cinza.
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O gato tem pelos cinzas.
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Duas palavras fogem à nova regra:
pôr (verbo) e pôde (o verbo conjugado no passado) continuam com o acento diferencial.
No caso do pôr é para evitar a confusão com a preposição por. Já o pôde continua com acentuação para não ser confundido com pode (o mesmo verbo conjugado no presente).
Nas palavras fôrma/forma o uso do acento é facultativo.
·
Acento circunflexo
O acordo também retirou o acento circunflexo das palavras terminadas em
ôo(s) e nas conjunções da terceira pessoa do plural do presente do indicativo
ou do subjuntivo (êem) dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados.|
ANTES
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AGORA
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Crêem
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Creem
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Dêem
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deem
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Lêem
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leem
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Vêem
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veem
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Prevêem
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preveem
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Vôo
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voo
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Enjôos
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enjoos
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A acentuação dos verbos ter e vir e seus derivados não muda. No plural, é mantido o circunflexo (ex: elas têm, eles vêm). Já as palavras com mais de uma sílaba continuam recebendo o acento agudo (Ex: ele detém, ele intervém).
·
Acentuação Gráfica
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Tipo de palavra ou sílaba
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Quando acentuar
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Exemplos (como eram)
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Observações
(como ficaram) |
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Proparoxítonas
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Sempre
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Simpática, lúcido, sólido,
cômodo
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Continua tudo
igual ao que era antes da nova ortografia.
Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal). |
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Paroxítonas
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Se terminadas em: R, X, N,
L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S
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Fácil, táxi, tênis, hífen,
próton, álbum (ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção,
órfãos, cárie, árduos, pólen, éden.
|
Continua tudo
igual.
Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal). 3) Não ponha acentos nos prefixo paroxítonos que terminam em N nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato. |
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Oxítonas
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Se terminadas
em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS |
Vatapá,
igarapé, avô, avós, refém, parabéns |
Continua tudo
igual.
Observe: 1. Terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usam-se indiferentemente agudos ou circunflexos se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal). |
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Monossílabos
tônicos (são oxítonas também)
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Terminados em A, AS, E,
ES, O, OS |
Vá, pás, pé, mês, pó, pôs
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Continua tudo
igual.
Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc. |
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Í e Ú em
palavras oxítonas e paroxítonas |
Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato)
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Saída, saúde, miúdo, aí,
Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí
|
1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís.
2. Não se acentuam i e u se depois vier ‘nh‘: rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú. |
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Ditongos abertos
em palavras paroxítonas
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EI, OI,
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Idéia, colméia, bóia
|
Esta regra
desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia.
Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R. |
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Ditongos abertos
em palavras oxítonas
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ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
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Papéis, herói, heróis,
troféu, céu, mói (moer)
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Continua tudo
igual (mas, cuidado: somente
para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).
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Verbos arguir e
redarguir (agora sem trema)
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arguir e redarguir usavam
acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo
afirmativo.
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Esta regra
desapareceu.
Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue. |
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Verbos terminados
em guar, quar e quir
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Aguar
enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. |
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Esta regra sofreu
alteração. Observe:
Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas. Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a planta (diga a-gú-o, mas não acentue). |
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ôo, ee
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Vôo, zôo, enjôo, vêem
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Esta regra
desapareceu.
Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo. |
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Verbos ter e vir
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Na terceira pessoa do
plural do presente do indicativo
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Eles têm,
eles vêm |
Continua tudo
igual.
Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede. |
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Derivados de ter e
vir (obter, manter, intervir)
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Na terceira pessoa do
singular leva acento agudo;
na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo |
Ele obtém, detém, mantém;
eles obtêm, detêm, mantêm |
Continua tudo
igual.
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Acento diferencial
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Esta regra
desapareceu, exceto para os verbos:
PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada. |
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Trema (O trema não
é acento gráfico.)
Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele
Bündchen, müleriano.
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·
Hífen
1. Não se usa mais o hífen nos seguintes casos:
- Prefixo terminando com vogal e o segundo elemento começando com as consoantes s ou r. Nessa situação, a consoante tem que ser duplicada.|
ANTES
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AGORA
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anti-religioso
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antirreligioso
|
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anti-semita
|
antissemita
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contra-regra
|
contrarregra
|
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contra-senha
|
contrassenha
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|
extra-regulamentação
|
extrarregulamentação
|
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O hífen continua sendo utilizando quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também.
Exemplos: hiper-requintado, super-resistente.
- Prefixo terminando em vogal e o segundo elemento começando com uma vogal diferente.
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ANTES
|
AGORA
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auto-aprendizagem
|
autoaprendizagem
|
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auto-estrada
|
autoestrada
|
|
extra-escolar
|
extraescolar
|
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infra-estrutura
|
infraestrutura
|
|
auto-estrada
|
autoestrada
|
|
auto-instrução
|
autoinstrução
|
|
auto-aprendizagem
|
autoaprendizagem
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Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo
- Nas palavras que perderam a noção de composição.
Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé
2. O hífen é usado nos seguintes casos:
- O hífen continua sendo utilizando quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também.Exemplos:
hiper-requintado
super-resistente
- Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano e inábil
- Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno
- Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
- Nos prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró
Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
- Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos:
amoré-guaçu
anajá-mirim
capim-açu
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Hífen – Compostos
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PALAVAS COMPOSTAS
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ELEMENTOS OU
PALAVRAS |
REGRAS
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EXEMPLOS
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OBSERVAÇÕES;
SAIBA MAIS |
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Compostas comuns
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1. Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem
preposições, quando o primeiro elemento for substantivo, adjetivo,
verbo ou numeral.
|
Amor-perfeito,
boa-fé, guarda-noturno, guarda-chuva, criado-mudo, decreto-lei. |
A) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se
ligam por hífen:
afrodescendente, eurocêntrico, lusofobia, eurocomunista. B) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen: afro-americano, latino-americano, indo-europeu, ítalo-brasileira, anglo-saxão. C) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen: pontapé, madressilva, girassol, paraquedas, paraquedismo (perdida a noção do verbo parar); mandachuva (perdida a noção do verbo mandar). D) Demais casos com para e manda usam hífen: para-brisa, para-choque (sem acento no para); manda-tudo, manda-lua. E) Compostos com elementos repetidos também levam hífen: tico-tico, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. F) Compostos com apóstrofo também levam hífen: cobra-d’água, mãe-d’água, mestre-d’armas. |
|
Nomes geográficos
antecedidos de grão, grã ou verbos
|
2. Usa-se o hífen em nomes geográficos compostos com grã e grão ou verbos de qualquer tipo.
|
Grã-Bretanha,
Grão-Pará, Passa-Quatro. |
Demais nomes geográficos
compostos não usam hífen:
América do Norte, Belo Horizonte, Cabo Verde. (O nome Guiné-Bissau é uma exceção). |
|
Espécies vegetais/ animais
|
3. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies
vegetais e animais.
|
bem-te-vi,
bem-me-quer, erva-de-cheiro, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, coco-da-baía, joão-de-barro, não-me-toques (planta). |
Se a palavra for usada em
sentido figurado, não leva hífen: Ela está cheia de não me toques
(melindres).
|
|
Mal
|
4. Usa-se hífen com mal antes de vogais
ou h ou l.
|
mal-afamado,
mal-estar, mal-acabado, mal-humorada, mal-limpo. |
A) Escreva, porém: malcriado,
malnascido, malvisto, malquerer, malpassado. B) Escreva com hífen no feminino: má-língua, más-línguas. |
|
Além, aquém,
recém, bem, sem
|
5. Usa-se hífen com além, aquém, recém, bem e sem.
|
além-mar,
aquém-oceano, recém-casado, recém-nascido, bem-estar, bem-vindo, sem-vergonha. |
Quando o bem se aglutina com o segundo
elemento, não se usa hífen: benfeitor,
benfeitoria, benquerer, benquisto. |
|
Locuções
|
6. Não se usa hífen nas locuções dos vários tipos
(substantivas, adjetivas, etc).
|
à vontade,
cão de guarda, café com leite, cor de vinho, fim de semana, fim de século, quem quer que seja, um disse me disse. |
A) Certas grafias consagradas agora são exceções à
regra. Escreva:
água-de-colônia, arco-da-velha, pé-de-meia, mais-que-perfeito, cor-de-rosa, à queima-roupa, ao deus-dará. B) Outras expressões/locuções que não usarão hífen: bumba meu boi, tomara que caia, arco e flecha, tão somente, ponto e vírgula. C) Escreva também sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha. |
|
Encadeamentos de palavras
|
7. Os encadeamentos vocabulares levam hífen (e não
mais traço).
|
A relação
professor-aluno. O trajeto Tóquio-São Paulo. A ponte Rio-Niterói. Um acordo Angola-Brasil. Áustria-Hungria. Alsácia-Lorena. |
|
|
Hífen no fim da linha
|
8. Quando cai no fim da linha, o hífen deve ser
repetido, por clareza, na linha abaixo.
|
Atravesso a ponte
Rio-
Couve--Niterói. -flor. |
|
|
Este quadro está apoiado
nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008. GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008. |
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·
Prefixos e falsos prefixos
|
COM PREFIXOS OU FALSOS PREFIXOS
|
|||
|
PREFIXOS
OU FALSOS PREFIXOS |
REGRAS
|
EXEMPLOS
|
OBSERVAÇÕES;
SAIBA MAIS |
|
Vogais iguais
|
1. Usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo
elemento juntam-se com a mesma vogal.
|
Anti-ibérico,
auto-organização, contra-almirante, infra-axilar, micro-ondas, neo-ortodoxo, sobre-elevação, anti-inflamatório. |
Mas os prefixos co, pro, pre,
re se juntam ao
segundo elemento, ainda que este inicie pelas vogais o ou e: coocupar, coorganizar, coautor, coirmão, cooperar,
preenchimento, preexistir, preestabelecer, proeminente, propor reeducação,
reeleição, reescrita.
|
|
Vogais diferentes
|
2. Não se usa o hífen quando os elementos se unem com
vogais diferentes.
|
autoescola,
autoajuda, autoafirmação, semiaberto, semiárido, semiobscuridade,
contraordem, contraindicação, extraoficial, neoexpressionista, intraocular,
semiaberto, semiárido.
|
|
|
Consoantes iguais
|
3. Usa-se o hífen se a consoante do final do prefixo for igual à do início do segundo elemento.
|
inter-racial,
super-revista, hiper-raquítico, sub-brigadeiro. |
|
|
Se o segundo elemento
começa com s, r.
|
4. Não há hífen quando o segundo elemento começa com s ou r; nesse caso, duplicam-se as
consoantes.
|
antirreligioso,
minissaia, ultrassecreto, ultrassom.
|
Porém, conforme a regra
anterior, com prefixos hiper, inter,
super, deve-se manter o hífen:
hiper-realista, inter-racial, super-racional, super-resistente. |
|
Se o segundo elemento
começa com m, n, com vogais e h, m, n.
|
5. Usa-se o hífen: se o primeiro elemento, terminado
em m ou n, unir-se com as consoantes h, m ou n.
|
Circum-murado,
circum-navegação, pan-hispânico, pan-africano, pan-americano. |
|
|
Ex, sota, soto,
vice
|
6. Usa-se hífen com os prefixos: ex, sota, soto,
vice.
|
Ex-almirante,
ex-presidente, sota-piloto, soto-pôr, vice-almirante, vice-rei. |
Escreva, porém, sobrepor.
|
|
Pré, pós, pró
|
7. Usa-se hífen com os prefixos pré, pós, pró
(tônicos e acentuados com autonomia).
|
Pré-escolar,
pré-nupcial, pós-graduação, pós-tônico, pós-cirúrgico, pró-reitor, pró-ativo, pós-auricular. |
Se os prefixos não forem
autônomos, não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pospor, propor.
|
|
O prefixo termina em vogal ou r e b e o segundo elemento se inicia com h.
|
8. Usa-se o hífen quando o prefixo termina em r, b ou vogais
e o segundo elemento começa com h.
|
Anti-herói,
inter-hemisférico, sub-humano, anti-hemorrágico, bio-histórico, super-homem, giga-hertz, poli-hidratação, geo-história. |
A) Mas as grafias consagradas serão mantidas: reidratar, desumano, inábil,
reabituar, reabilitar, reaver.
B) Se houver perda do som da vogal final, prefere-se não usar hífen e eliminar o h: cloridrato (cloro+hidrato), clorídrico (cloro+hídrico). |
|
Sufixos de origem tupi
|
9. Usa-se o hífen com sufixo de origem tupi, quando a
pronúncia exige distinção dos elementos.
|
Anajá-mirim,
Ceará-mirim, capim-açu, andá-açu, amoré-guaçu. |
|
|
Este quadro está apoiado
nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008. GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008. |
|||
- Fontes
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