quarta-feira, 24 de julho de 2013

Português: funções da linguagem.



Funções da linguagem:

Locutor (emissor): aquele que diz algo a alguém.

Locutário (receptor): aquele que recebe a mensagem.

Emissor e receptor: interlocutores.

Mensagem: o que foi transmitido entre os interlocutores.

Código: a convenção que permite ao interlocutor compreender a mensagem.

Canal: é a língua oral, é o meio físico que conduz a mensagem ao interlocutor.

Referente: ou contexto. O assunto da mensagem. 

São seis as funções básicas da linguagem verbal:

Função Emotiva / Expressiva

É centralizada no emissor. Como o próprio nome já diz, tem o papel de exprimir emoções, impressões pessoais a respeito de determinado assunto. Por esse motivo ela normalmente vem escrita em primeira pessoa e de forma bem subjetiva. Em textos que utilizam a função emotiva há uma presença marcante de figuras de linguagem, mensagens subentendidas, elementos nas entrelinhas, etc.
Os textos que mais comumente se utilizam desse tipo de linguagem são as cartas, as poesias líricas, as memórias, as biografias, entre outros.

Função Referencial / Denotativa

Contrariamente à emotiva, esse tipo de linguagem é centralizada no receptor. Como seu foco seja transmitir a mensagem da melhor maneira possível, a linguagem utilizada é objetiva, recorrendo a conceitos gerais, vocabulário simples e claro, ou, dependendo do público alvo, vocabulário que melhor se adeque a ele. É chamada de denotativa devido à objetividade das informações, à clareza das idéias. Há uma prevalência do uso da terceira pessoa, o que torna o texto ainda mais impessoal.
Os textos que normalmente fazem uso dessa função são os textos jornalísticos e os científicos.

Função Apelativa / Conativa

Como sugere a nomenclatura, essa função serve para fazer apelos, pedidos, para comover ou convencer alguém a respeito do que se diz. Centralizada no receptor, procura influenciá-lo em seus pensamentos ou ações. É bastante frequente o uso da segunda pessoa, dos vocativos e dos imperativos.
Essa função é aplicada particularmente nas propagandas ou outros textos publicitários, e também em campanhas sociais, com o objetivo de comover o leitor.

Função fática

Centraliza-se no canal. Tem o objetivo de estabelecer um contato ou comunicação, não necessariamente com uma carga semântica aparente.
É utilizada em saudações, cumprimentos do dia a dia, expressões idiomáticas, marcas orais, etc.

Função poética

Caracteriza-se basicamente pelo uso de linguagem figurada, metáforas e demais figuras de linguagem, rima, métrica, etc. É semelhante à linguagem emotiva, sendo que não necessariamente revela sentimentos ou impressões a respeito do mundo.
Como pode-se constatar essa função é aplicada em poesias, músicas e algumas obras literárias.

Função metalingüística

Esta última função está presente principalmente em dicionários.
Caracteriza-se por trazer consigo uma explicação da própria língua. Pode ocorrer também em poesias, obras literárias, etc.


Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta.
Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.

Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”. O Popular, 16 out. 2008.

Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

Por exemplo: “Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte./Quase não conversa./Tem poucos, raros amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode.” (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)

Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.

Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!

Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. Veja:

“Pegue um jornal
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.”

Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema.

Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa.
Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso receptor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função ou quando atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”.

Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos lingüísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música.

Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0

Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.

Gênero, número, caso; artigos; verbo EIMI; preposições e pronomes.



  • Eu0daimoni&a.

  • Dai/mwn.

  • maka/rioj.

  • 0Enqousiasmo/j.

  •  Categoria de gênero, número e caso.

- Gênero: masculino, feminino e neutro.

- Masculino: seres do sexo masculino, nomes de rios, ventos e meses do ano.

Exemplo: o9 neani&aj (o rapaz, o menino).

- Femininos: seres do sexo feminino, nome de árvores, cidades, continentes, países e ilhas.

Exemplo: h9 ko/rh (a menina).

- Neutros: nomes de seres inanimados, nomes de frutos e a maioria dos diminutivos.

Exemplo: to_ de/ndron (a árvore).

- Número: singular, plural e dual.

- Singular: um único ser ou objeto.

- Plural: mais de um ser ou objeto.

-Dual: dois seres em específico.

Exemplo: h9 a0delfh/ (a irmã); ai9 a0delfai/ (as irmãs); ta_ adelfa/ (duas irmãs).

- Caso:

Nominativo: sujeito e predicativo do sujeito.

Vocativo: vocativo (invocação ou chamamento). (w])

Acusativo: objeto direto e predicativo do objeto direto (mas também pode completar verbos em alguns casos, inclusive acompanhado de preposição).

Genitivo: adjunto adnominal e complemento nominal. Também pode, em alguns casos, ser classificado como adjunto adverbial.

Dativo: objeto indireto. Pode também desempenhar a função de complemento nominal e de adjunto adverbial.


  • Artigos

SINGULAR

M.
F.
N.
N.
τ
A.
τν
τν
τ
G.
το
τς
το
D.
τ
τ
τ


PLURAL
 
M.
F.
N.
N.
ο
α
τ
A.
τος
τς
τ
G.
τν
τν
τν
D.
τος
τας
τος

DUAL
 
M.
F.
N.
N.
tw/
tw/
ta/
A.
tw/
tw/
ta/
G.
toi~n
toi~n
tai~n
D.
toi~n
toi~n
tai~n


  • A conjugação grega e seus tipos.

Verbos temáticos – em -w.

Verbos atemáticos: em mi.

São 3 pessoas: primeira, segunda e terceira.

São 3 números: singular, plural e dual.

OBS: o dual só tem a segunda e a terceira pessoas.

São 3 vozes: ativa, média e passiva.

- Voz ativa: quando o sujeito pratica a ação verbal ou se mantêm e um estado.

- Voz média: não se difere (no sentido semântico) da voz ativa. Porém é mais comum em verbos intransitivos. Há também um pouco de sentido reflexivo, pois, na voz média o sujeito, direta ou indiretamente, pratica a ação para si mesmo.

- Voz passiva: o sujeito recebe a ação.

São 6 tempos: presente, pretérito perfeito, futuro, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito e aoristo.

São 4 modos: indicativo, subjuntivo, optativo e imperativo.

São 3 as formas verbais: infinitivo, particípio e o adjetivo verbal.

  • Verbo EIMI (EINAI no infinitivo).
- serve de auxiliar em formas compostas e é um verbo de ligação (ser/estar). Também pode significar haver/existir (impessoal).

- É irregular e defectivo. Só possui o presente, imperfeito e futuro.

- Xérox (Guida, página: 130).

  • Preposições
- Guida (xérox) página: 411, 412 e 413.

  • Pronomes
- PDF Ilustrativo.

PDF muito interessante sobre pronomes gregos.

http://joaoeju.files.wordpress.com/2012/07/pronomes.pdf

sábado, 20 de julho de 2013

Português - Variação regional, variação social e registros de usos (parte 2):



Interlocutores: são as pessoas que participam do processo de interação por meio da linguagem.

Código: é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a construção e transmissão de mensagens. Exemplo: a língua portuguesa. A língua portuguesa é um código verbal.

Língua: é um conjunto formado por signos (palavras) e leis combinatórias por meio do qual as pessoas se comunicam e interagem entre si. 

  • Aumento segunda-feira na tem novo próxima gasolina.
  • Gasolina tem novo amento na próxima segunda feira.

Variedades lingüísticas: são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. 






Variedade padrão, língua padrão ou norma culta: é a variedade lingüística de maior prestígio social.

Variedades não padrão ou língua não padrão: são todas as variedades lingüísticas diferentes da padrão.

Linguagem coloquial: é linguagem popular.
 






Dialetos: variedades originadas das diferenças de região ou território, de idade, de sexo, de classes ou grupos sociais e da própria evolução histórica da língua.





Registros: ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação: modo de expressão (oral ou escrito); sintonia entre os interlocutores: graus de cortesia; etc.

Diferenças entre a fala e a escrita:
 






 Variações:

Variações diatópicas

Classificam-se em virtude das diferenças entre as regiões no que tange ao modo de falar, sendo que tais diferenças podem se dar tanto em relação à semântica (relativa ao significado que as palavra apresentam), quanto à sintaxe.
No que se refere ao vocabulário, um bom exemplo é a palavra “mexerica”, que em algumas regiões é conhecida como “bergamota” e em outras como “tangerina”.
No que tange ao aspecto da sintaxe, notamos que é grande a recorrência de alguns termos sintáticos, como, por exemplo: “vou não”, em vez de “não vou”, “é não”, em vez de “não é”, entre outros casos.

Variações diastráticas

Consideram-se variações diastráticas aquelas variações que se referem aos grupos sociais, cujos fatores, relacionados à faixa etária, profissão, estrato social, entre outros, imperam de forma preponderante. Como exemplo podemos citar a linguagem dos grupos de rap, dos surfistas, a linguagem da classe médica, e até mesmo a linguagem dos mais velhos e das crianças.

Variações diafásicas

Tais variações estão relacionadas ao contexto comunicativo de forma geral, ou seja, a situação exigirá o uso de um modo de falar distinto. Como exemplo disso citamos um bate-papo informal e um discurso proferido em um evento solene, por exemplo. Outro exemplo é a redação de um texto escrito e uma conversa proferida no dia a dia.

Gíria:

É uma das variantes que uma língua pode apresentar. Quase sempre é criada por um grupo social. 



Jargão:

Jargão é o modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão. Jargão é o linguajar próprio de um grupo profissional; gírias usadas por pessoas de uma determinada área profissional.
 

Justiça Gratuita

Nei Lopes

Felicidade passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)
Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)

Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil

Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!)

Felicidade passou no vestibular
E agora tá ruim de aturar
Mudou-se pra faculdade de direito
E só fala com a gente de um jeito
Cheio de preliminar (é de amargar)

Casal abriu, ela diz que é divórcio
Parceria é litisconsórcio
Sacanagem é libidinagem e atentado ao pudor
Só fala cheia de subterfúgios
Nego morreu, ela diz que é "de cujos"
Não aguento mais essa felicidade
Doutor defensor
(só mesmo um desembargador)

Amigação
Pra ela é concubinato
Vigarice é estelionato
Caduquice de esclerosado é demência senil
Sumiu na poeira
Ela chama de ausente
Não pagou a conta é inadimplente
Ela diz, consultando o código civil

Me pediu uma grana
Dizendo que era um contrato de mútuo
Comeu e bebeu, disse que era usufruto
E levou pra casa o meu violão
Meses depois
Que fez este agravo ao meu instrumento
Ela, então, me disse, cheia de argumento
Que o adquiriu por usucapião
(seu defensor, não é mole não!
Tai minha procuração
E o documento que atesta minha humilde condição!
Requeira prontamente meu divórcio e uma pensão!
Se ela não pagar vai cantar samba na prisão...)






Português - Variação regional, variação social e registros de usos (parte 1):



Variação regional, variação social e registros de usos:

Comunicação: ocorre quando interagimos com outras pessoas utilizando linguagem.

Linguagem: é o processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si.

  • Linguagem verbal: unidade básica é a palavra, falada ou escrita.

  • Linguagem não-verbal: não há o uso de palavras.

  • Linguagens mistas: a mistura das verbais e não-verbais.

Exemplos:



Português - Nova reforma ortográfica



            Reforma Ortográfica

  • O alfabeto

            O Acordo inseriu mais três letras no nosso alfabeto. Ao invés de 23 letras, agora o alfabeto conta com 26, com a incorporação do K, W e o Y.

            A utilização das novas letras fica restrita a alguns casos, como já acontece atualmente.

•    Nomes próprios de pessoas e seus derivados;

Exemplos: Franklin, frankliniano; Kant, kantistno; Darwin, darwinismo; Wagner,wagneriano, Byron, byroniano; Taylor, taylorista;


•    Nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados;

Exemplos: Kuwait, kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev.


•    Símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidades de medida internacionais;

Exemplos: km (quilômetro), KLM (companhia aérea), K (potássio), W (watt), Kg (quilograma), www (sigla de world wide web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores).


•    Palavras estrangeiras incorporadas à língua

Exemplos: Show, playboy, sexy, playground, windsurf, download, kung fu, yin, yang, megabyte.


·        Trema

            Com a Reforma Ortográfica, o trema – sinal de dois pontos usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada – é abolido e deixa de fazer parte da língua portuguesa. O sinal só é mantido em nomes próprios de origem estrangeira e nos seus derivados.

ANTES
AGORA
Cinqüenta
Cinquenta
Delinqüente
Delinquente
Eloqüente
Eloquente
Ensangüentado
Ensanguentado
Eqüestre
Equestre
Freqüente
Frequente
Lingüeta
Lingueta
Lingüiça
Linguiça
Qüinqüênio
Quinquênio
Sagüi
Sagui
Seqüência
Sequência
Seqüestro
Sequestro
Tranqüilo
Tranquilo

Exceção

            Nomes próprios de origem estrangeira e nos seus derivados.
Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano.


·        Acento agudo

            Não se usa mais os acentos:

1. Ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (com acento tônico na penúltima sílaba).

ANTES
AGORA
alcalóide
alcaloide
alcatéia
alcateia
andróide
androide
apóia (verbo apoiar)
apoia
apóio (verbo apoiar)
apoio
asteróide
asteroide
bóia
boia
Coréia
Coreia
celulóide
celuloide
clarabóia
claraboia
colméia
colmeia
estréia
estreia
Européia
Europeia
heróico
heroico
idéia
ideia
jibóia
jiboia
jóia
joia
paranóia
paranoia
platéia
platéia

Obs.: As palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam sendo acentuadas.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. No “i” e no “u” tônicos das palavras paroxítonas quando vierem depois de um ditongo.

ANTES
AGORA
baiúca
baiuca
bocaiúva
bocaiuva
cauíla
cauila
feiúra
feiura
tuiúca
tuiuca

Obs.: Já nas palavras oxítonas, quando o “i” ou o “u” estiverem em posição final ou seguidos de “s”, o acento agudo permanece.

Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. No “u” tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

4.  Nas formas verbais terminadas em guar, quar e quir, quando forem pronunciadas com “u” tônico.

Exemplo:
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.

             
Já se os verbos terminadas em guar, quar e quir forem pronunciados com o “a” ou “i” tônicos é necessário utilizar a acentuação.

Exemplo:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.


·        Acento diferencial

            Utilizado para permitir a identificação das palavras que têm a mesma pronúncia (homófonas), o acento diferencial também é abolido com a reforma ortográfica.

Deixam de acentuadas palavras como:

- pára (do verbo parar)/para (preposição);
- pêra (substantivo)/pera (preposição)
- péla (verbo pelar)/ pela (junção de preposição e artigo)
- pêlo (substantivo/pelo (do verbo pelar)
- pólo (substantivo)/polo (junção de por e lo)


Exemplos:

ANTES
AGORA
As crianças gostam de jogar pólo.
As crianças gostam de jogar pólo.
A moça pára o taxi.
A moça para o taxi.
Ela quis uma pêra no lanche.
Ela quis uma pera no lanche.
Fomos ao pólo Norte.
Fomos ao polo Norte.
O gato tem pêlos cinza.

O gato tem pelos cinzas.
Observação

Duas palavras fogem à nova regra:
pôr (verbo) e pôde (o verbo conjugado no passado) continuam com o acento diferencial.
No caso do pôr é para evitar a confusão com a preposição por. Já o pôde continua com acentuação para não ser confundido com pode (o mesmo verbo conjugado no presente).
Nas palavras fôrma/forma o uso do acento é facultativo.


·        Acento circunflexo
            O acordo também retirou o acento circunflexo das palavras terminadas em ôo(s) e nas conjunções da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo (êem) dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados.

ANTES
AGORA
Crêem
Creem
Dêem
deem
Lêem
leem
Vêem
veem
Prevêem
preveem
Vôo
voo
Enjôos
enjoos

Observação:

            A acentuação dos verbos ter e vir e seus derivados não muda. No plural, é mantido o circunflexo (ex: elas têm, eles vêm). Já as palavras com mais de uma sílaba continuam recebendo o acento agudo (Ex: ele detém, ele intervém).

·        Acentuação Gráfica
           
Tipo de palavra ou sílaba
Quando acentuar
Exemplos (como eram)
Observações
 (como ficaram)


Proparoxítonas
 Sempre
Simpática, lúcido, sólido, cômodo
Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia.
Observe:

Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal).


Paroxítonas
Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S
Fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum (ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden.
Continua tudo igual.
Observe:
1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens.
2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal).
3) Não ponha acentos nos prefixo paroxítonos que terminam em N nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato.


Oxítonas
Se terminadas
em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS
Vatapá,
igarapé, avô, avós, refém, parabéns
Continua tudo igual.
Observe:
1. Terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi.
2. Usam-se indiferentemente agudos ou circunflexos se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal).


Monossílabos tônicos (são oxítonas também)
Terminados em A, AS, E,
ES, O, OS
Vá, pás, pé, mês, pó, pôs
Continua tudo igual.
Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.


Í e Ú em
palavras oxítonas e paroxítonas
 Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato)
Saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí
1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís.
2. Não se acentuam i e u se depois vier ‘nh‘: rainha, tainha, moinho.
3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio).
4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.


Ditongos abertos em palavras paroxítonas
EI, OI,
Idéia, colméia, bóia
Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia.
Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R.

Ditongos abertos em palavras oxítonas
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
Papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer)
Continua tudo igual (mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).





Verbos arguir e redarguir (agora sem trema)
arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Esta regra desapareceu.
Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas):
eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue.





Verbos terminados em guar, quar e quir
Aguar
enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Esta regra sofreu alteração. Observe:
Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico).
tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas.
Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a planta (diga a-gú-o, mas não acentue).





ôo, ee
Vôo, zôo, enjôo, vêem

Esta regra desapareceu.
Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo.





Verbos ter e vir
Na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
Eles têm,
eles vêm
Continua tudo igual.
Ele vem aqui; eles vêm aqui.
Eles têm sede; ela tem sede.





Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir)
Na terceira pessoa do singular leva acento agudo;
na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo
Ele obtém, detém, mantém;
eles obtêm, detêm, mantêm
Continua tudo igual.





Acento diferencial


Esta regra desapareceu, exceto para os verbos:
PODER (diferença entre passado e presente.
Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje.
PÔR (diferença com a preposição por):
Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos;
TER e VIR e seus compostos (ver acima).
Observe:
1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR:
Para-raios, para-choque.
2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.






Trema (O trema não é acento gráfico.)

Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico.

Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele 
Bündchen, müleriano.






·        Hífen

            O acordo também possui mudanças para as regras do uso do hífen.

1. Não se usa mais o hífen nos seguintes casos:

- Prefixo terminando com vogal e o segundo elemento começando com as consoantes s ou r. Nessa situação, a consoante tem que ser duplicada.

ANTES
AGORA
anti-religioso
antirreligioso
anti-semita
antissemita
contra-regra
contrarregra
contra-senha
contrassenha
extra-regulamentação
extrarregulamentação


Observação:

            O hífen continua sendo utilizando quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também.


Exemplos: hiper-requintado, super-resistente.


- Prefixo terminando em vogal e o segundo elemento começando com uma vogal diferente.

ANTES

AGORA
auto-aprendizagem
autoaprendizagem
auto-estrada
autoestrada
extra-escolar
extraescolar
infra-estrutura
infraestrutura
auto-estrada
autoestrada
auto-instrução
autoinstrução
auto-aprendizagem
autoaprendizagem

- Prefixo terminado por consoante e o segundo elemento começando por vogal.

Exemplos:

hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo


- Nas palavras que perderam a noção de composição.

Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

2. O hífen é usado nos seguintes casos:

- O hífen continua sendo utilizando quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também.

Exemplos:
hiper-requintado
super-resistente


- Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.

Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano


Exceção: subumano e inábil

- Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.

Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno


- Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.


Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico


- Nos prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró

Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra


- Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.

Exemplos:
amoré-guaçu
anajá-mirim
capim-açu


·        Hífen – Compostos
     
PALAVAS COMPOSTAS

ELEMENTOS OU
PALAVRAS
REGRAS
EXEMPLOS
OBSERVAÇÕES;
SAIBA MAIS
Compostas comuns
1. Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem preposições, quando o primeiro elemento for substantivo, adjetivo, verbo ou numeral.
Amor-perfeito,
boa-fé,
guarda-noturno,
guarda-chuva,
criado-mudo,
decreto-lei.
A) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se ligam por hífen:
afrodescendente, eurocêntrico,
lusofobia,
eurocomunista
.
B) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen:
afro-americano,
latino-americano,
indo-europeu,
ítalo-brasileira,
anglo-saxão
.
C) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen:
pontapé,
madressilva,
girassol,
paraquedas,
paraquedismo
(perdida a noção do verbo parar);
mandachuva (perdida a noção do verbo mandar).
D) Demais casos com para e manda usam hífen:
para-brisa,
para-choque
(sem acento no para);
manda-tudo,
manda-lua
.
E) Compostos com elementos repetidos também levam hífen:
tico-tico,
tique-taque,
pingue-pongue,
blá-blá-blá
.
F) Compostos com apóstrofo também levam hífen:
cobra-d’água,
mãe-d’água,
mestre-d’armas
.
Nomes geográficos antecedidos de grão, grã ou verbos
2. Usa-se o hífen em nomes geográficos compostos com grã e grão ou verbos de qualquer tipo.
Grã-Bretanha,
Grão-Pará,
Passa-Quatro.
Demais nomes geográficos compostos não usam hífen:
América do Norte,
Belo Horizonte,
Cabo Verde
.
 (O nome
Guiné-Bissau

é uma exceção).
Espécies vegetais/ animais
3. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies vegetais e animais.
bem-te-vi,
bem-me-quer,
erva-de-cheiro,
couve-flor,
erva-doce,
feijão-verde,
coco-da-baía,
joão-de-barro,
não-me-toques

(planta).
Se a palavra for usada em sentido figurado, não leva hífen: Ela está cheia de não me toques (melindres).
Mal
4. Usa-se hífen com mal antes de vogais ou h ou l.
mal-afamado,
mal-estar,
mal-acabado,
mal-humorada,
mal-limpo.
A) Escreva, porém: malcriado,
malnascido,
malvisto,
malquerer,
malpassado
.
B) Escreva com hífen no feminino:
má-língua,
más-línguas
.
Além, aquém, recém, bem, sem
5. Usa-se hífen com além, aquém, recém, bem e sem.
além-mar,
aquém-oceano,
recém-casado,
recém-nascido,
bem-estar,
bem-vindo,
sem-vergonha.
Quando o bem se aglutina com o segundo elemento, não se usa hífen: benfeitor,
benfeitoria,
benquerer,
benquisto
.
Locuções
6. Não se usa hífen nas locuções dos vários tipos (substantivas, adjetivas, etc).
à vontade,
cão de guarda,
café com leite,
cor de vinho,
fim de semana,
fim de século,
quem quer que seja,
um disse me disse.
A) Certas grafias consagradas agora são exceções à regra. Escreva:
água-de-colônia,
arco-da-velha,
pé-de-meia,
mais-que-perfeito,
cor-de-rosa,
à queima-roupa,
ao deus-dará
.
B) Outras expressões/locuções que não usarão hífen:
bumba meu boi,
tomara que caia,
arco e flecha,
tão somente,
ponto e vírgula
.
C) Escreva também sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha.
Encadeamentos de palavras
7. Os encadeamentos vocabulares levam hífen (e não mais traço).
A relação
professor-aluno.
O trajeto
Tóquio-São Paulo.
A ponte
Rio-Niterói.
Um acordo
Angola-Brasil.
Áustria-Hungria.
Alsácia-Lorena.

Hífen no fim da linha
8. Quando cai no fim da linha, o hífen deve ser repetido, por clareza, na linha abaixo.
Atravesso a ponte Rio-
-Niterói.
Couve-
-flor.



Este quadro está apoiado nas obras:

BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.

·        Prefixos e falsos prefixos
     
COM PREFIXOS OU FALSOS PREFIXOS
PREFIXOS
OU FALSOS
PREFIXOS
REGRAS
EXEMPLOS
OBSERVAÇÕES;
SAIBA MAIS
Vogais iguais
1. Usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam-se com a mesma vogal.
Anti-ibérico,
auto-organização,
contra-almirante,
infra-axilar,
micro-ondas,
neo-ortodoxo,
sobre-elevação,
anti-inflamatório.
Mas os prefixos co, pro, pre, re se juntam ao segundo elemento, ainda que este inicie pelas vogais o ou e: coocupar, coorganizar, coautor, coirmão, cooperar, preenchimento, preexistir, preestabelecer, proeminente, propor reeducação, reeleição, reescrita.
Vogais diferentes
2. Não se usa o hífen quando os elementos se unem com vogais diferentes.
autoescola, autoajuda, autoafirmação, semiaberto, semiárido, semiobscuridade, contraordem, contraindicação, extraoficial, neoexpressionista, intraocular, semiaberto, semiárido.

Consoantes iguais
3. Usa-se o hífen se a consoante do final do prefixo for igual à do início do segundo elemento.
inter-racial,
super-revista,
hiper-raquítico,
sub-brigadeiro.

Se o segundo elemento começa com s, r.
4. Não há hífen quando o segundo elemento começa com s ou r; nesse caso, duplicam-se as consoantes.
antirreligioso, minissaia, ultrassecreto, ultrassom.
Porém, conforme a regra anterior, com prefixos hiper, inter, super, deve-se manter o hífen:
hiper-realista,
inter-racial,
super-racional,
super-resistente
.
Se o segundo elemento começa com m, n, com vogais e h, m, n.
5. Usa-se o hífen: se o primeiro elemento, terminado em m ou n, unir-se com as consoantes h, m ou n.
Circum-murado,
circum-navegação,
pan-hispânico,
pan-africano,
pan-americano.

Ex, sota, soto, vice
6. Usa-se hífen com os prefixos: ex, sota, soto, vice.
Ex-almirante,
ex-presidente,
sota-piloto,
soto-pôr,
vice-almirante,
vice-rei.
Escreva, porém, sobrepor.
Pré, pós, pró
7. Usa-se hífen com os prefixos pré, pós, pró (tônicos e acentuados com autonomia).
Pré-escolar,
pré-nupcial,
pós-graduação,
pós-tônico,
pós-cirúrgico,
pró-reitor,
pró-ativo,
pós-auricular.
Se os prefixos não forem autônomos, não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pospor, propor.
O prefixo termina em vogal ou r e b e o segundo elemento se inicia com h.
8. Usa-se o hífen quando o prefixo termina em r, b ou vogais e o segundo elemento começa com h.
Anti-herói,
inter-hemisférico,
sub-humano,
anti-hemorrágico,
bio-histórico,
super-homem,
giga-hertz,
poli-hidratação,
geo-história.
A) Mas as grafias consagradas serão mantidas: reidratar, desumano, inábil, reabituar, reabilitar, reaver.
B) Se houver perda do som da vogal final, prefere-se não usar hífen e eliminar o h: cloridrato (cloro+hidrato), clorídrico (cloro+hídrico).
Sufixos de origem tupi
9. Usa-se o hífen com sufixo de origem tupi, quando a pronúncia exige distinção dos elementos.
Anajá-mirim,
Ceará-mirim,
capim-açu,
andá-açu,
amoré-guaçu.

Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.

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